domingo, 12 de janeiro de 2014

PALESTRA 02 EBD X DISCIPULADO: A NECESSIDADE HODIERNA DO DIÁLOGO, A OPORTUNIDADE DE COOPERAÇÃO MÚTU


PALESTRA 02

EBD X DISCIPULADO: A NECESSIDADE HODIERNA DO DIÁLOGO, A OPORTUNIDADE DE COOPERAÇÃO MÚTUA


 I – INTRODUÇÃO

            A Grande Comissão dada por ocasião da ascensão do Senhor Jesus é uma ordenança multíplice. Sabendo disso, se a Igreja dedicar-se a apenas uma faceta desta importante tarefa, com certeza não cumprirá integralmente o intento original de Cristo. Ao edificar a “sua Igreja” (Mt. 16.18) e confirmá-la (Atos 1.8 / Atos 2.1ss), Jesus tinha em mente não só o anunciar o evangelho (gr. kerigma: proclamação), mas também a formação de discípulos (gr. Mateteuo: fazer discípulos) e a educação cristã (Ef. 4.11-16). Conforme leitura de Atos 5.42, na Igreja a Igreja do NT cumpria estes propósitos: E todos os dias, no templo e nas casas, não cessavam de ensinar e de anunciar a Jesus Cristo.

1.     DEFINIÇÕES:

a) DISCIPULADO
(Lat. Discipulatus) S. m. Conjunto dos alunos de uma escola. Aprendizado. Estado de quem é discípulo. Definição Bíblica: Fazer discípulos. Em Mateus 28.19-20: “Fazei discípulos” v.19 (gr. Mateteuo). “Ensinar” v. 20 (gr. Didasko). Definição Corrente: “O discipulado Cristão é um relacionamento de mestre e aluno, baseado no modelo de Cristo e seus discípulos, no qual o mestre reproduz tão bem no aluno a plenitude da vida que tem em Cristo, que o aluno é capaz de treinar outros para ensinarem a outros” (Keith Phillips).
b) DISCÍPULO
S.m. O que recebe disciplina ou instrução de outro; aluno. Pessoa que adota uma doutrina: ex.: discípulo de Platão. O que segue as idéias ou imita os exemplos de outro: ex.: discípulo de Hegel. Definição Bíblica: A palavra discípulo (gr. Mathetés) aparece 269 vezes nos Evangelhos e em Atos. Significa “pessoa ensinada, treinada, aluno, aprendiz”. Definição Literária: Gary W. Kuhne em seu livro “O Discipulado Dinâmico”, define discípulo como “um crente que está crescendo em conformidade com Cristo, está dando frutos no evangelismo, e fazendo o trabalho de aconselhamento para conservação dos frutos”.

II – DESENVOLVIMENTO:
DISCIPULADO X EDB: UM DIÁLOGO NECESSÁRIO

1.    TRANSFORMANDO NOSSOS MESTRES EM DISCIPULADORES
Cada professor da EBD é um discipulador em potencial. Por isso, cada professor deve fazer discípulos. Segundo Pr. Marcos Tuler, os requisitos necessários para o professor se tornar um discipulador são os seguintes:
a) Ser chamado por Deus para o ministério do ensino (Ef 4.11,12).
Os professores da EBD são freqüentemente escolhidos pelos líderes e não vocacionados por Deus. Os vocacionados têm esmero (dedicação): "...se é ensinar, haja dedicação ao ensino" (Rm 12.7b). Esmero significa integralidade de tempo no ministério - estar com a mente, o coração e a vida nesse ministério. Ser professor é diferente de ocupar o cargo de professor.
b) Ter um relacionamento vital e real com Jesus Cristo. O que representa este relacionamento? Cristo é seu salvador pessoal; salvo-o de todo o pecado e é também Senhor e dono da sua vida.
c) Esforçar-se em seguir o exemplo de Jesus. Jesus é o maior pedagogo de todos os tempos; usou todos os métodos didáticos disponíveis para ensinar.
d) Reconhecer a importância da sua tarefa e encará-la com seriedade. Qual importância? Quando um investimento espiritual é feito em outra vida, você participa de toda a glória das recompensas espirituais que serão colhidas através da vida, para sempre. O apóstolo Paulo disse aos tessalonicenses: "Vós sois a nossa glória e nosso gozo" (1 Ts 2.20). Por que seriedade? Por causa do juízo: "...meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo" (Tg 3.1).
e) Lealdade. No apoio ao pastor; na assistência aos cultos; na participação no sustento financeiro.
f) Disposição de aprender. O homem é um ser educável e nunca acaba de aprender. Aprendemos com os livros; com nossos alunos; aprendemos enquanto ensinamos. "Não há melhor maneira de aprender do que tentar ensinar outra pessoa." Quando não sabe uma resposta, é melhor ser honesto e dizer que não sabe.
g) Saber planejar suas aulas. Ter objetivos claros e definidos em cada etapa do ensino.
·                O que pretendo alcançar (Objetivos)
·                Como alcançar (Métodos e recursos)
·                Em quanto tempo (cronograma)
·                O que fazer e como fazer (Procedimentos de ensino)
·                Como avaliar o que foi alcançado (Avaliação)
h) Entender o processo de aprendizagem.
·                Até o séc XVI, a prender era memorizar.
·                Séc XVII, fórmula de "Comenius": compreensão, memorização, aplicação.
·                Hoje, a aprendizagem é um processo: lento, gradual e complexo - aprender é modificar o comportamento.
i) Conhecer variados métodos de ensino. 
j) Ensinar com motivação.
O professor não motiva, incentiva. Deve saber e dominar o que vai ensinar. Conhecer bem a Palavra, o currículo e a lição daquele dia. Este conhecimento deve fazer parte de sua experiência.
l) Despertar o aluno para a salvação e o crescimento espiritual. "Ele está se tornando semelhante a Cristo?"
m) Viver o que ensina.
n) Ser crente integrado à sua igreja: presença nos cultos e atividades da igreja; dizimista; manter-se distante dos ventos de doutrinas; eticamente correto.”

2.    CONHECENDO NOSSOS ALUNOS
Quem são nossos alunos? No caso do discipulado, são novos convertidos. A diferença e a ênfase estão justamente nisto: não são alunos comuns. São como crianças recém-nascidas em Cristo. A linguagem e a abordagem devem ser diferentes.
Para que o mestre possa ganhar vidas para Jesus e torná-los discípulos do Senhor ele precisa conhecer melhor seus alunos. Você conhece seus alunos? Vamos fazer um teste. Pense em três novos convertidos de sua igreja e responda às perguntas abaixo:
·  Sabe o nome deles?
·  Pode lembra-se onde eles moram?
·  Sabe a data do aniversário deles?
·  Sabe como vão indo nos estudos ou no trabalho?
·  Mantém boas relações com suas famílias?
·  Conhece algum problema em particular?
·  O que poderia dizer sobre seu testemunho cristão?
·  Há alguma coisa especial de que necessitam?
·  Quando foi que aceitaram a Cristo?
Outra pergunta pertinente: o seu aluno é um seguidor ou um discípulo?
Vejamos as diferenças entre o seguidor e o discípulo: Todo discípulo é um seguidor, mas nem todo seguidor é um discípulo. O seguidor se sustenta para resto de sua vida com o leite espiritual (Hb 5.12); o discípulo é desmamado para servir (1 Sm 1.23,24). O seguidor se ganha, o discípulo se faz. O seguidor adora a Deus em cada culto, o discípulo adora a Deus em todo tempo. O seguidor pertence a uma instituição, o discípulo é membro do corpo de Cristo. O seguidor costuma esperar pães e peixes, o discípulo é um pescador. O seguidor luta para crescer, o discípulo, para reproduzir. O seguidor às vezes reclama, o discípulo obedece e nega-se a si mesmo. O seguidor costuma ser condicionado pelas circunstâncias, o discípulo aproveita as circunstâncias para exercer a sua fé. O seguidor reclama que não lhe visitam, o discípulo visita. Os seguidores esperam por milagres, os discípulos operam milagres. Os seguidores costumam como soldados aquartelados, os discípulos são soldados invasores das trincheiras inimigas. O seguidor sonha com a igreja ideal, o discípulo trabalha para igreja real. O seguidor espera um avivamento, o discípulo é parte dele. O seguidor se lamenta por não ter ambiente na congregação, o discípulo cria ambiente na congregação. O seguidor acha defeitos na Igreja, o discípulo a vê como a Noiva do Cordeiro. O seguidor é importante, mas o discípulo é indispensável!

3.    O PROCESSO DO DISCIPULADO NA EBD
            O processo do discipulado através da EBD é o mesmo do que o discipulado convencional. As etapas do discipulado se desenvolvem como a existência humana. Jesus sempre comparou a vida física à vida espiritual (João 3.7). Nosso alvo no discipulado é levar o neo-converso de João 3.16 até 1 João 3.16.

a)    GRAVIDEZ (EVANGELISMO)
            No evangelismo é plantada a semente no coração da pessoa (Mateus 13.3-23). Por isso a EBD deve sair das quatro paredes das salas de aula e alcançar as vidas que estão lá fora, no mundo, para semear.
Depois de plantada, a semente começa a germinar e a brotar. Isto é comparável ao parto. Toda mulher quando está dando a luz, normalmente sente dores de parto. Ela grita, geme, até chora. O mesmo deve suceder no seio da igreja (Gálatas 4.19). Na hora em que o mestre, evangelizador ou discipulador estiver fazendo o apelo, convidando a pessoa a se entregar a Jesus, a Igreja ou a Classe deve estar sentindo as dores de parto, ou seja orando, gemendo e até chorando. Então, com a cooperação de todos, o milagre do novo nascimento acontece.

b) NASCIMENTO (CONVERSÃO) (JOÃO 3.7)
Nos hospitais as enfermeiras auxiliam os médicos no parto.  Isto nos fala que na hora do evangelista ou o mestre carecem de auxiliares, de alguém que vá ao pecador e carinhosamente faça-lhe o convite do novo nascimento, estendendo-lhe a mão amiga.

c) CUIDADOS ESPECIAIS (SONDAGEM E PRÉ-DISCIPULADO)
            O recém-nascido precisa de cuidados especiais. Ele precisa ser identificado (recebe um nome) e recebe todas as condições necessárias (roupas, leite materno, remédio se for o caso). Quanto ao novo convertido não é diferente. Devem ser recepcionados imediatamente após a conversão e identificados, através da "Ficha de Decisão". Qual a finalidade da identificação? 1) Ter como localizá-lo. 2) Conhecer a realidade dele. Sondagem ® Coleta de dados ® Conhecimento da realidade ® Diagnóstico ® Estratégia de Trabalho
- São totalmente dependentes espiritualmente. Só conseguem digerir os aspectos mais simples das verdades espirituais. "Com leite vos criei e não com manjar, porque ainda não podíeis, nem tão pouco ainda agora podeis" (1 Coríntios 3.1-3).  Precisam ser alimentadas por outrem. Um recém-nascido não pode alimentar-se com o mesmo alimento de um adulto. Começa com: Leite Materno, depois Nestogênio, Lactogênio, Ninho Instantâneo, Verduras e etc. Que lição tiramos daqui? Não podemos alimentar o novo convertido com comida forte.
            Não haverá crescimento espiritual independente da Palavra de Deus. "Desejai afetuosamente, como meninos novamente nascidos o leite racional, não falsificado, para que por ele vades crescendo" (1 Pe 2.2).
- Têm dificuldade em falar (de explicarem a razão da fé).
- Falta-lhes um senso adequado de valores. Agarram-se a detalhes sem importância, em vez de aprenderem o que tem realmente valor. Eles se escandalizam facilmente.
- Cuidando da saúde do recém-nascido. Não o deixe descalço (Efésios 6.15). Não o deixe com roupas espirituais sujas (Eclesiastes 9.8). Não o deixe com fome (Mateus 14.16).

d) CRESCIMENTO (EDIFICAÇÃO)
.
Toda criança em fase de desenvolvimento manifesta sua vocação. O novo convertido em fase de crescimento espiritual, também manifesta sua vocação ou talento, entregue por Deus para o bom andamento da obra.
Ajude o novo convertido a descobrir sua vocação. Como ajudar? Dando-lhe oportunidade para desenvolver o talento. Desafie-o a levar outras pessoas a Cristo e trazê-las na EBD.

e) FASE ADULTA (MATURIDADE CRISTÃ)
Mesmo na fase adulta os pais acompanham os filhos no seu trabalho, nos estudos e no casamento, mais de longe, mas sempre orientando quando são procurados. Da mesma forma, nesta fase o Cristão já está apto a assumir suas próprias responsabilidades, mas o discipulador, o “pai na fé” será consultado sempre para orientar em assuntos difíceis.

f) REPRODUÇÃO (MULTIPLICAÇÃO DE DISCÍPULOS)
Esta fase é quando o filho passa a ser também pai, assumindo a responsabilidade de cuidar de outra vida, assim como foi cuidado quando era criança. Assim o ciclo se repete: o discípulo passa a ser um discipulador, ou seja, acontece aí a multiplicação. Ler novamente 2 Timóteo 2.2.

III – CONCLUSÃO:

Concluímos que o exemplo da Igreja do NT em Atos 5.42, deve ser seguidos por nós nos dias atuais. Ensinar e anunciar são os deveres da Escola Dominical e do Discipulado. É impossível conceber o avanço do Cristianismo sem cumprirmos este papel. E estes dois ministérios podem e devem cooperar mutuamente para o Cumprimento da Grande Comissão.

IV – APÊNDICE:

PORQUE A ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL DEVE DISCIPULAR:
a) Discipular é o cumprimento dos propósitos de Deus para a Sua Igreja.
b) Discipular é uma das maneiras mais estratégicas de se ter um ministério pessoal ilimitado.
c) Discipular é o mais flexível dos ministérios.
d) Discipular é a maneira mais rápida e segura de mobilizar todo o corpo de Cristo para evangelizar.
e) Discipular tem um potencial de mais longo alcance para produzir frutos do que qualquer outro ministério.
f) Discipular propicia à igreja local excelentes líderes.
g) Discipular é um antídoto contra as heresias.
V – BIBLIOGRAFIA:

Apostila. Discipulado – Ensino Dinâmico para Novos Convertidos. Joary Jossué Carlesso. Fraiburgo, 2002.
Apostila. Desafios Pós-Modernos da Formação Cristã – O Discipulando. Pr. Esdras Costa Bentho. 3º SIMECC – Simpósio De Educadores Cristãos de Caçador, 2009. (Usado com permissão do autor)
Apostila. Ensino Dinâmico para novos convertidos. Pr. Marcos Tuler. 2º SIMECC – Simpósio De Educadores Cristãos de Caçador, 2008. (Usado com permissão do autor)
Apostila. Integração e Discipulado do Novo Crente. Pr. Esdras Costa Bentho. 1º SIMECC – Simpósio De Educadores Cristãos de Caçador, 2007. (Usado com permissão do autor)
Apostila. Seminário: Formação de Líderes de Discipulado. Joary Jossué Carlesso. Caçador, 2009.
BARTH, Karl. Chamado ao Discipulado. São Paulo: Fonte Editorial, 2005.
BÍBLIA SAGRADA. Versões: Almeida Revista e Atualizada; Nova Tradução na Linguagem de Hoje, Nova Versão Internacional, Almeida Corrigida Fiel. Editoras Diversas.
BREEN, Mike & KALLESTAD, Walt. Uma Igreja Apaixonante. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
DICIONÁRIO ONLINE. www.dicio.com.br. Acesso em 05 de maio de 2011.
DORNAS, Lécio. Socorro! Sou Professor da Escola Dominical. São Paulo: Hagnos, 2002.
Internet. www.escoladominical.com.br. Artigo: Ensino Dinâmico para novos convertidos. Pr. Marcos Tuler. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. (Usado com permissão do autor)
Lições Bíblicas. Discipulado e Integração. Comentário: Pr. Geremias do Couto. 1º Trimestre de 1996. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.
Lições Bíblicas. Movimento Pentecostal: As doutrinas da nossa fé. Comentário: Pr. Elienai Cabral. 2º Trimestre de 2011. Rio de Janeiro: CPAD, 2011.
Livro: IX EEDUC. Igreja Educadora: Um desafio participativo. Palestra: Pr. Benjamin Ângelo de Souza. Itajaí: Etebras, 2008.
Livro: VI EEDUC. O Ofício Educacional da Igreja. Palestra: Pr. Eliezer Morais. Itajaí: CEC – CIADESCP, 2005
MELLO, Cyro. Manual do Discipulador Cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
MENDES, Naamã. Igreja Lugar de Vida. Venda Nova: Editora Betânia, 1993.
PHILLIPS, Keith. A Formação de Um Discípulo. São Paulo: Editora Vida, 2005.
QUEIROZ, Edson. Igreja Local e Missões. São Paulo: Edições Vida Nova, 1998.
WARREN, Rick. Uma Igreja com Propósitos. São Paulo: Editora Vida, 1998.
CHAPLIN, R. N. & BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2001.
BORNSCHEIN, Fred. Diaconia – um estilo de vida. Curitiba: GRAFIVEN, 2005.

Fonte: http://discipuladojoinville.blogspot.com.br/search?updated-min=2011-01-01T00:00:00-02:00&updated-max=2012-01-01T00:00:00-02:00&max-results=14

A IMPORTÂNCIA DO DISCIPULADO PARA A IGREJA HOJE

Joary Jossué Carlesso[i]

Palestra ministrada na 3ª Oficina de Discipulado da AD Joinville em 22/02/2013 
“Depois que toda aquela geração foi reunida a seus antepassados, surgiu uma nova geração que não conhecia o Senhor e o que ele havia feito por Israel.” (Juízes 2.10 - NVI)
I - INTRODUÇÃO
Ao lermos a Bíblia nos deparamos com o questionamento do Salmista: Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo? (Salmo 11.3). Atualmente, esta questão está amplificada. Vivemos em um mundo conturbado, onde os fundamentos da ética e da moral estão abalados, e porque não dizer, em alguns casos, destruídos.
Neste contexto, como Igreja, o que devemos fazer?
A Igreja não pode ficar apática diante de tudo que acontece no mundo, pois sua missão como sal da terra e luz do mundo é influenciar, modificar o ambiente (Mt. 5.13-16). Só através de verdadeiros discípulos de Jesus, comprometidos em viver integralmente o Evangelho é que a Igreja vencerá toda a corrupção deste mundo atual.
O entendimento que muitos têm é que os cristãos vão à Igreja. As Escrituras nos afirmam que eles são a Igreja (1 Co. 6.19). Onde um cristão verdadeiro estiver presente, ali estará a Igreja. E, o crente, como Igreja, deve sempre estar cumprindo sua missão (Mt. 28.19-20).
Diante disso, fica a pergunta que tenho ouvido de muitos líderes: Por que o DISCIPULADO é tão importante?
            Bem, vejo que o discipulado é, de longe, a ferramenta mais importante para preparar os crentes para influenciar positivamente este mundo. Não existe outra maneira da Igreja crescer, em quantidade e com qualidade, se não for através do Discipulado. É no discipulado que os novos convertidos são orientados para enfrentarem os desafios do presente século e é onde são treinados para o serviço do Mestre.
            O Discipulado é extremamente importante para a Igreja hoje. Só através do trabalho do Discipulado é que a Igreja poderá vencer os desafios que nos são apresentados na atualidade.
II – PRINCIPAIS DESAFIOS DO NOSSO TEMPO
Como servos de Deus nós enfrentamos desafios nunca antes encarados na história da Igreja, desafios estes que são peculiares da época em que estamos vivendo.
Para mostrar a importância do discipulado hoje, listo alguns dos principais desafios que Igreja enfrenta nos dias atuais.
1.   Uma geração que não conhece ao Senhor[ii]
Certo educador cristão disse que esta geração pós-moderna só pensa em três pessoas: “Em primeiro lugar eu, em segundo eu e em terceiro eu”. As pessoas estão cada vez mais individualistas. Assim como nos dias dos Juízes (Jz. 2.10), surgiu uma geração que não conhece o Senhor. Características das pessoas deste tempo:
a) Uma geração desorientada. Eles não querem um mapa: eles precisam de orientação pessoal. Continuamos a lhes oferecer novos mapas – eventos –, quando na verdade eles estão implorando por orientação pessoal.
b) Uma geração temerosa. Quais edifícios essa geração teme? Famílias, instituições políticas e a igreja. Exemplo: até a década de 90, as novelas em que a mãe e o pai trabalhavam juntos a fim de prover um refúgio seguro para seus filhos. Hoje, foram substituídas por outras que mais refletem a vida real (?) onde pessoas moram juntas pela amizade, ou pessoas do mesmo sexo “casadas” e etc. Uma vez que o edifício chamado família desabou, as pessoas sentem medo de voltar para ele. Temos como exemplo nos Estados Unidos o seriado Friends e no Brasil as telenovelas e o seriado Malhação.
c) Uma geração sem identidade. Os jovens, especialmente, buscam identidades na música, no cinema e no esporte e adotam para si.
Esta geração, talvez como nenhuma antes dela, está desesperada por um discipulado. A essência em ser um discípulo está em passar algum tempo com o próprio Mestre. E isto é o que conseguimos como discípulos de Jesus – um convite a sua casa, onde podemos ficar com ele, ouvi-lo, fazer com que ele nos ouça e nos tornarmos seus amigos.
Quando apresentamos este retrato do cristianismo – e não há outro que seja completo ou exato sem o discipulado – estas pessoas desconsertadas e desesperadas anseiam por ser incluídos nesse quadro.
Elas podem estar desnorteadas, mas sabem que a resposta que estão procurando é suficientemente grande para dar-lhes segurança na hora do terremoto.
2.   O desafio da secularização
Segundo R. N. Champlin secularização “vem do latim saeculum, “pertencente a uma era”. Nos círculos religiosos recebe o sentido de “aquilo que pertence ao mundo de nosso tempo”[iii]. Desde a era medieval, este termo foi designado para aquilo que não estava ligado à religião, ou que fosse contrário à própria religiosidade.
A secularização procura tirar da consciência coletiva tudo o que é religioso ou sobrenatural. Para os secularistas apenas aquilo que é material é a verdadeiro. Eles vivem apenas para as necessidades do hoje.
Dentro deste contexto surgem as ideias humanistas, que dizem que é possível fazer o bem sem estar envolvido com Deus, com a Igreja ou com a própria religião. O secularismo exclui Deus do mundo e da vida humana diária. Assim, as pessoas buscam equivocadamente o bem à parte de Deus.
Este é um dos grandes desafios do nosso tempo: uma sociedade que nega a Deus, e que aceita a religiosidade apenas no âmbito pessoal e subjetivo. Se antigamente combatíamos a “religião”, do ponto de vista do catolicismo romano e suas heresias, tínhamos um ponto de partida para iniciar o diálogo e apresentar Jesus. Agora, na era pós-moderna, o desafio da secularização torna-se um grande impedimento, pois o assunto da fé foi relegado ao âmbito particular e cada um segue a sua própria verdade. Certo dia li em uma camiseta a seguinte frase: “não me siga, também estou perdido!”.
O pior é o que secularismo pós-moderno acaba repercutindo na vida de muitos crentes. Certos “cristãos” dos dias atuais tendem a fazer a separação entre o eclesiástico e o secular, entre vida na Igreja e vida privada. E o resultado são pessoas que tem atividades na Igreja, professam o cristianismo, participam da Santa Ceia, mas fora da Igreja praticam coisas que não agradam a Deus, dizendo que na Igreja deve se comportar de um jeito, e na vida secular, de outro.
A causa deste dualismo, desta “bipolaridade espiritual”, é que este problema não foi tratado no início, quando a pessoa se decidiu para Cristo. Neste aspecto, o discipulado vem como uma ferramenta capaz de enfrentar e curar este desvio. A importância do discipulado se dá em preparar o novo convertido para enfrentar a tendência secularizante da sociedade em que ele vive.
Através do Discipulado, o neoconverso vai saber que tudo o que ele fizer deve ser para a glória de Deus (1 Co. 10.31). E onde ele estiver ele deve viver para Deus. Assim, um novo convertido se torna um verdadeiro discípulo de Jesus que assume sua cruz e segue a Cristo (Lc. 9.23). Deus está presente em todas as áreas da vida humana (Sl. 139).
3.   O desafio do pluralismo religioso
Se de um lado enfrentamos o desafio do secularismo, por outro lado enfrentamos o pluralismo religioso. A filosofia do pluralismo religioso diz que devemos tolerar as diferenças, que a espiritualidade é uma coisa boa, mas cada um pode buscar à sua maneira. Fala-se até em “espiritualidades”. É comum hoje no Brasil pessoas que vão, por exemplo, à Igreja Universal às terças para a sessão do descarrego, nas quartas-feiras na reunião de doutrina do espiritismo kardecista, nas quintas-feiras às nossos cultos da vitória, na sexta-feira às encruzilhadas e aos terreiros de macumba, à missa católica aos sábados e para finalizar a semana, nos domingos pela manhã (pasmem!), à nossa Escola Dominical.
As pessoas estão confusas. Está sendo pregado o ecumenismo “cristão” pelo catolicismo. Abrem-se novas Igrejas como se fossem franquias de lanchonetes fast food.  Igrejas ditas cristãs são verdadeiras aberrações. Há poucas quadras de minha casa encontro “igrejas” onde jovens entram no templo como pessoas normais e saem tatuados, com piercings e alargadores de orelhas. Em grandes centros se proliferam comunidades “cristãs” para homossexuais... tudo isso é prova que o pluralismo religioso está tomando conta da sociedade. Além disso, Igreja hoje está sendo atacada diuturnamente pelas seitas, heresias e outras religiões.
Como os novos convertidos vão sobreviver a este contexto?
Os novos decididos estarão livres do pluralismo religioso unicamente através de um trabalho sério de integração e discipulado, onde eles sejam orientados através de um ensino sistemático da Palavra de Deus e debaixo da unção divina.
Eles precisam conhecer a Palavra de Deus, que é a fonte para eles beberem. Meu pastor presidente, Sérgio Melfior, usa a seguinte frase: “Evangelizar é dar um copo com água, discipular é mostrar a fonte”. Quanto o novo crente descobrir a fonte (Palavra de Deus) através do discipulado, o assédio de satanás não o fará se perder, pois ele estará “edificado sobre a rocha” (Lc. 6.48).
III – BENEFÍCIOS DO DISCIPULADO PARA A IGREJA
“A decisão é 5%; o seguimento é 95%” (Billy Graham).
Além da vitória sobre todos os desafios elencados no ponto anterior, existem outros benefícios para a Igreja no Discipular[iv]:
a)   Discipular é uma das maneiras mais estratégicas de se ter um ministério pessoal ilimitado.
Pode ser feito em qualquer tempo e lugar, para qualquer pessoa ou grupo.
b)   Discipular é o mais flexível dos ministérios.
O discipulado é um trabalho com diretrizes, mas de aplicação extremamente flexível.
c)   Discipular é a maneira mais rápida e segura de mobilizar todo o corpo de Cristo para evangelizar.
Discipulado se torna tanto o resultado da evangelização, quanto uma forma de realizar a evangelização.
d)   Discipular tem um potencial de mais longo alcance para produzir frutos do que qualquer outro ministério.
“Jesus dizia, pois, aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos” (João 8.31).
e)   Discipular propicia à igreja local excelentes líderes.
Líderes maduros, centralizados em Cristo e orientados pela Palavra.
f)   Discipular é um antídoto contra as heresias.
g)   Discipular acelera o crescimento espiritual de quem discipula e de quem é discipulado.


PARA REFLETIR:
“Todos os gigantes de Deus foram homens fracos que fizeram grandes coisas para Deus, porque se estribaram no fato de Deus estar com eles”. (Hudson Taylor)


[i] Ministro do Evangelho (CIADESCP) e Pastor auxiliar da IEADJO – Sede. Coordenador do Depto. de Evangelismo e Discipulado da AD em Joinville (SC). E-mail: joaryjc@hotmail.com
[ii] BREEN, Mike. KALLESTAD, Walt. Uma Igreja Apaixonante. Rio de Janeiro. CPAD. 2005.
[iii] CHAMPLIN, Russel Normam & BENTES. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo: Hagnos, 2002. Volume 6. p. 123.
[iv] MOORE, Wailon B. Multiplicando discípulos – o método neotestamentário para o crescimento da Igreja. Rio de Janeiro: JUERP, 1983. p. 31.

Fonte: http://discipuladojoinville.blogspot.com.br/2013_02_01_archive.html

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Perdidos no mar - Reflexão sobre a missão da Igreja

RESOLUÇÕES SOBRE DISCIPULADO NO 4º FÓRUM DE EVANGELISMO DA CGADB

A PRÁTICA DO DISCIPULADO DE NOVOS CONVERTIDOS E PEQUENOS GRUPOS DE EVANGELISMO NA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL

O Senhor Jesus é o exemplo máximo no Discipulado. Em seu ministério, o amado Mestre discipulou durante 3 anos seus doze apóstolos, através de atos e palavras. Após a ressurreição do Senhor, os discípulos receberam a Grande Comissão do Amado Salvador, conforme MT. 28.19-20. Portanto, Discipulado não é tarefa exclusiva de um departamento na Igreja, mas é a essência da Missão Igreja.

A igreja, portanto, não deve se preocupar apenas com o número de pessoas assentadas nos seus bancos, mas se estas são discípulos. Quantidade e qualidade são importantes, e alcançar estas duas só será possível através do Discipulado. Se o Discipulado for a prioridade, a porta dos fundos vai sendo fechada e a rotatividade presente em muitas de nossas igrejas ira diminuir.

Entendemos que o Discipulado é a valorização da ação do Espirito Santo na vida do pecador. Pois Jesus o salvou e nos devemos investir tempo cuidando do novo convertido. Discipulado é tirar um pouco o foco da ação e colocar o foco nas pessoas.

Percebemos que o pastor presidente da Igreja deve ser o responsável principal pelo Discipulado. Sem o incentivo e apoio do Pastor Presidente a Igreja não terá um trabalho relevante de Discipulado. O pastor tem o dever de preparar os discipuladores e colocar como prioridade de ação o Discipulado dos novos convertidos. 

Pensando no grande número de decisões que se seguirão por meio dos projetos do fórum de evangelização, propomos que todas as Convenções e Escolas Bíblicas tenham como tema principal no ano 2014 o "Discipulado", sendo sugerido pela Presidência da CGADB.

Propomos que a Igreja ore e jejue pelos novos convertidos e pelo Discipulado em todo o Brasil, em um dia especifico do ano. Instituir o dia  ou semana Nacional do Discipulado. Entendemos que é a ação do Espírito Santo que dará sucesso ao trabalho do Discipulado.

Propomos que um trimestre da EBD em 2014 trate sobre Discipulado, especialmente no segundo trimestre, levando em consideração a copa do mundo, onde milhares de vidas se decidirão a Cristo.

Lembramos que todas as ações sugeridas devem ser adaptadas à realidade local.


AÇÕES PRÁTICAS PARA POTENCIALIZAR O DISCIPULADO DE NOVOS CONVERTIDOS NO BRASIL

1 - Trabalhar para melhorar a recepção da igreja. "A pessoa vai onde é convidada, a pessoa fica onde é bem recebida e a pessoa volta onde for bem tratada" (Pr. Antônio Gilberto). Treinar os recepcionistas da Igreja para sempre receberem as pessoas com um sorriso, anotando o nome para apresentar, se o visitante quiser. Toda congregação deve reservar lugares (na frente, no meio e no final da Igreja) especiais para os visitantes. Incentivar os irmãos para convidarem as pessoas para os cultos e se assentarem, se possível, ao seu lado na reunião.

2 - Toda a igreja precisa ter FICHAS DE DECISÃO para registrar os dados das pessoas que se decidem a Cristo, com campos específicos para registrar o posterior acompanhamento do novo crente. Se a pessoa que o convidou não puder acompanha-lo e discípula-lo, devemos ter pessoas preparadas para orar pelo novo decidido no momento do apelo, e já adota-lo para o Discipulado. Conscientizar todos os evangelizadores que em todas as decisões acontecidas fora do Templo devem ser registradas na ficha de decisão.

3 - Ter um departamento próprio de DISCIPULADO na Igreja, com a finalidade e responsabilidade de acompanhar o novos decididos imediatamente após a conversão, através de conselheiros que realizem o pré-Discipulado depois do culto, e dêem seqüência na consolidação.

4 - Fazer o contato imediato para iniciar a consolidação e dar boas vindas através dos meios de comunicação disponíveis: email, SMS  (mensagem de texto no celular), telefonemas em horários convenientes, redes sociais, carta pastoral, etc.

4 - Marcar visita ao novo convertido em no maximo 48h após a decisão, quando pode ser levado um kit com Biblia, DVD da Igreja, materiais evangelisticos e a própria lição do Discipulado. A visita deve durar no máximo 40m. Nas visitas e no Discipulado propriamente dito deve se ter cuidado para serem realizadas por pessoas com a mesma linguagem, se possível a mesma faixa etária, e nível intelectual e cultural.

5 - O Discipulado na Escola Bíblica Dominical deverá ser realizado com as lições já existentes da CPAD, fazendo o acompanhamento durante a semana com contatos pelos meios de comunicação, acompanhamento na Frequência dos cultos, e atividades de integração. Incentivar o novo convertido a freqüentar prioritariamente o culto de doutrina da Igreja ou reunião especifica para eles.

6 - Trabalhar na Integração de novos convertidos através de Grupos de louvores, retiros, cafés, jantares, ensaios, campanhas de oração e jejum e também outras atividades. Quanto antes o novo crente for integrado à Igreja, maior será a possibilidade de permanência. Fazer também as formaturas do Discipulado com a entrega de diplomas nos culto da vitória, cultos públicos, encerramento da EBD ou cultos que tenham visitantes, com objetivo de incentivar novas pessoas ao Discipulado.

7 - Propomos que todas as faixas etárias da Igreja devem passar pelo Discipulado. Ex.: crianças para o fortalecimento da fé, adolescentes para se prepararem para o batismo, jovens para se prepararem para enfrentar as filosofias mundanas na universidade, e para os universitários se manterem firmes durante o período na academia, Discipulado no lar com casais como incentivo para o Culto Domestico. Todos estes grupos usando com lições especificas de Discipulado para cada faixa etária.

8 - Realizar um congresso a nível nacional para tratar do andamento do Discipulado no Brasil, enfatizando as melhores práticas realizadas no país, e tendo palestrantes para formar discipuladores em cada faixa etária. Assim investiremos na preparação e no treinamento de pessoas na Igreja para que se tornem melhores discipuladores.

9 - Usar alternativas para aproximar o discipulado das pessoas, como: Discipulado empresarial, Discipulado nas Universidades, Discipulado nos presídios, alfabetização (para Discipular os analfabetos), discipulado de esportistas, policiais, bombeiros, correios, e todos os demais segmentos.

10 - Preparar os discipuladores e a igreja em geral através de cursos de aconselhamento, para poderem receberem e discipularem as pessoas problemáticas da nossa sociedade: homossexuais, prostitutas, drogados, ex-presidiários, pedófilos, etc. Pensamos que devemos tratar estes problemas sem demonizar as pessoas.

11 - Propomos que a Igreja trabalhe muito nas reuniões nos lares.
O Discipulado nos lares foi a estratégia utilizada pela Igreja primitiva, conforme vemos em Atos 5.42 e Atos 20.20. Portanto, temos que voltar a esta prática, que também foi utilizada pelos nossos pioneiros, Daniel Berg e Gunnar Vingren, e que com o tempo foi deixado de lado. Quando Discipulamos as pessoas os lares, temos a possibilidade de alcançar os demais membros da família. Para tanto, criar uma lição especifica e resumida para ser ministrada nos lares em no máximo uma hora, para não enfadar as pessoas. Objetivo será trazer as pessoas ao Templo e Integra-las ao convívio da Igreja.

12 - Propomos ainda Estudos Bíblicos dirigidos nos lares, tanto de crentes como de pessoas não evangélicas, através de Pequenos grupos, contendo 03 a 04 crentes que liderem reuniões de curta duração, e que os anfitriões convidem os vizinhos, que dificilmente iriam a uma reunião na Igreja. Sugestão de tempo: de 40 minutos a uma hora e duração de 7 a 12 semanas. visando uma evangelização. Após o Estudo, marcar uma festa de recepção para recebe-los na igreja pela primeira vez, através de uma festa de boas vindas, a exemplo do Pai do Filho pródigo. Ex.: café, jantar, etc. Assim, conquistando a amizade e a confiança dos não-crentes e levando-os a visitar a Igreja.

13 - Sugerimos à CPAD que produza novos modelos de folhetos. Em todos os folhetos colocar um email, telefone e site com contatos para estudos bíblicos. Ter um banco de dados central para direcionar os decididos à Igreja local mais próxima. Criar uma oportunidade para, através dos folhetos evangelisticos, entrar nos lares e fazer o Discipulado.

Concluímos que o Discipulado deve ser tratado como prioridade pela Igreja brasileira. Não podemos falar de evangelização sem pensar de forma apaixonada no discipulado dos novos convertidos. "Evangelismo é dar um copo com água, Discipulado é mostrar a fonte" (Pr. Sérgio Melfior).


- Pr. Joary Jossué Carlesso - CIADESCP - Joinville - SC

- Pr Antônio Carlos F. de Jesus - CEADER - Nilopolis  - RJ

- Pr Daniel da Silva - Uberlândia - MG

- Pr Orlando Luiz de Carvalho - Linhares - ES

- Ev. Dario Rodrigues Alves - Campo Limpo Paulista - SP - Ministério do Belém

- Pr Jeferson Lopes de Barros - Vila Espanhola - SP - Ministério do Belém

- Dc. Daniel Souza Batista - Vila Espanhola - SP - Ministério de Belém

- Juçara Freitas Tanurcov - São Paulo - SP - Sede do Ministério do Belém 

- Eduardo de Miranda Filho - Itapevi - SP - Ministério de Belém


São Paulo (SP), 05 de outubro de 2013.
 
 
Fonte: http://discipuladojoinville.blogspot.com.br/

IEADESGA realiza formatura de117 discipulados

PDF Imprimir E-mail

A  Igreja Evangélica Assembleia de Deus em São Gonçalo do Amarante, realizou  neste domingo (15/12/13), a formatura dos discipulados, uma grande festa onde todos os presentes sentiram a presença de Deus. O ministrante da Palavra foi o Presbítero Vladimir, Um grande conjunto composto pelos 117 discipulados entoaram 04 hinos, Os formandos expressaram a gratidão pelo privilégio de fazer parte da família de Cristo, a importante experiência do discipulado para o desenvolvimento da nova vida em Cristo, através do processo gradual do ensino sistemático das doutrinas bíblicas. Neste culto 01 alma voltou para Jesus Cristo.

"Chegando-se Jesus, falou-lhes, dizendo: É me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide e fazei discípulos de todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado. E certamente estou convosco todos os dias, até à consumação do século." Mateus 28:18-20

Fonte: http://www.ieadesga.dominiotemporario.com

O VERDADEIRO AMOR PELAS ALMAS

Assim dizia Mateus Henry: “Sinto maior gozo em ganhar uma alma para Cristo, do que em ganhar montanhas de ouro e prata, para mim mesmo”.